quarta-feira, 14 de novembro de 2012
sábado, 10 de novembro de 2012
O Ensino a Distância e a tutoria
"Quem educará os educadores"
Karl Marx
Quando pensamos em Educação a Distância-EaD,
pensamos em uma modalidade de educação que exige uma pedagogia adequada a
diferente tecnologia utilizada. García Aretio (1999) explica que a EaD surge
por uma conjunção de fatores:
·
Os avanços sociopolíticos.
·
A necessidade de aprender ao longo da vida.
·
O alto custo dos sistemas convencionais.
·
O avanço no âmbito das ciências e da educação.
·
As transformações tecnológicas.
A experiência com EaD, independente da concepção de educação
adotada e das ferramentas didáticas utilizadas (televisão, rádio, internet,
material impresso), tem demonstrado que o sistema tutorial é cada vez mais
indispensável ao desenvolvimento de aulas a distância.
Mas quais são os saberes (conhecimentos, competências, habilidades
etc.) que o tutor deve possuir para desempenhar suas tarefas e atingir seus objetivos.
Conforme Preti “o tutor, respeitando a autonomia da aprendizagem
de cada cursista, estará constantemente orientando, dirigindo e supervisionando
o processo de ensino-aprendizagem [...]. É por intermédio dele, também, que se
garantirá a efetivação do curso em todos os níveis”.
Nesse processo, cabe ao
tutor acompanhar as atividades discentes, motivar a aprendizagem, orientar e
proporcionar ao aluno condições de uma aprendizagem autônoma.
No sentido de explicitar as implicações
formativas articuladas ao papel do tutor, Arredondo (1998), selecionou os
seguintes procedimentos:
- Atuar
como mediador; conhecer a realidade de seus alunos em todas as dimensões
(pessoal, social, familiar, escolar etc.);
- Oferecer
possibilidades permanentes de diálogo, saber ouvir, ser empático e manter
uma atitude de cooperação;
- Oferecer
experiências de melhoria de qualidade de vida, de participação, de tomada
de decisões.
Trazendo para universo do EaD as conclusões
de Tardiff quanto ao objeto de trabalho
do docente no nosso caso os tutores
[...]
os seres humanos tem a particularidade de existirem como indivíduos. Mesmo que
pertençam a grupos, a coletividades, eles existem primeiro em si mesmos como indivíduos.
Este fenômeno da individualidade está no cerne do trabalho do professor, pois,
embora eles trabalhem com grupos de alunos devem atingir os indivíduos que os compõem,
pois são os indivíduos que aprendem.
Se
pensarmos na pessoa do tutor de EaD dentro desta perspectiva, podemos pensar no
tutor enquanto sujeito indispensável para um bom desenvolvimento do aprendizado,
não apenas na parte teórica do conhecimento mas também na humanização do conhecimento,
o que exige do tutor sensibilidade,discernimento, ética, disponibilidade
afetiva,disposição de estar constantemente
revisando o repertório de saberes adquiridos por meio da experiência
(TARDIFF,2000) para que ele motive o
estudante a aprender. Pois será ele será
a ponte entre o aprendizado do aluno e as tecnologias humanizando o estudo.
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